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Concessionária do Aeroporto de Congonhas suspende corte de árvores em praça pública após notificação da

Aena diz que pausa é temporária e busca esclarecer dúvidas de órgãos públicos e moradores; planta oficial indica que trecho onde houve corte fica fora dos limit

4 min de leitura
Concessionária do Aeroporto de Congonhas suspende corte de árvores em praça pública após notificação da

A Aena, concessionária responsável pelo Aeroporto de Congonhas desde 2023, informou que suspendeu temporariamente o corte de árvores na região verde atrás do aeroporto, após ser notificada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

Segundo a concessionária, a decisão foi tomada para esclarecer dúvidas dos órgãos públicos e da comunidade local.

Uma planta oficial que delimita a área do aeroporto indica que o trecho onde árvores estavam sendo cortadas para as obras de ampliação do terminal de passageiros fica fora do sítio aeroportuário.

A informação contradiz a justificativa da concessionária , de que a vegetação está dentro dessa área.

🔎O sítio aeroportuário é a área delimitada para as instalações e atividades do aeroporto.

Ela afirma que, a retirada das árvores é necessária para garantir a segurança das operações aéreas, e que a retirada da vegetação foi autorizada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

A área em questão fica entre as ruas Tamoios e General Pantaleão Teles, no Jardim Aeroporto. Segundo consulta ao GeoSampa, plataforma oficial de mapas da Prefeitura de São Paulo, o local aparece identificado como praça ou canteiro público.

O corte das árvores começou na terça-feira (20), sem aviso prévio aos moradores, que registraram a intervenção e passaram a questionar a retirada da vegetação da praça.

Na quarta-feira (21), eles voltaram ao local para acompanhar a situação e cobrar explicações.

Após eles questionarem o corte, um trabalhador apresentou um documento que autorizava a retirada da vegetação.

Autorização da Cetesb é de julho de 2025.

Emitido pela Cetesb em 4 de julho de 2025, o documento está vinculado às obras de ampliação e modernização do Aeroporto de Congonhas e indica como endereço a Avenida Washington Luís, sem número, na Vila Congonhas.

Nas observações, o documento menciona a supressão de 781 árvores isoladas e 24 indivíduos não identificados. A relação inclui espécies como angicos, paus-ferro, sibipirunas, pau-brasil e ipês.

Em nota, porém, a Cetesb informou que "aprovou a supressão de 1. 191 árvores, todas, segundo o órgão, localizadas dentro da poligonal do aeroporto.

Tambem afirmaram que a autorização observou as exigências da legislação ambiental e prevê compensação ambiental. Segundo o órgão, "serão plantadas 11 mil mudas em uma área de 4,8 hectares, equivalente a aproximadamente sete campos de futebol.

A Aena também declarou que fará a compensação pelas árvores retiradas, conforme previsto no Termo de Compromisso de Recuperação Ambiental firmado com a Cetesb. afirmaram ainda que, o local das plantações não foi definido, mas a prioridade é que seja na capital.

Prefeitura afirma que não autorizou o corte.

A Subprefeitura de Santo Amaro informou que uma equipe de fiscalização esteve na Rua General Pantaleão Teles na tarde de quarta-feira (21), mas não encontrou nenhum responsável.

Em nota, a administração afirmou que "não autorizou a remoção de árvores no local e que o caso segue em apuração com previsão de nova fiscalização.

Nesta quinta-feira (22), a Cetesb informou que notificará a concessionária responsável pelas obras para que se manifeste sobre o cumprimento das exigências previstas na autorização de supressão de vegetação.

O órgão também afirmou que cobrará o reforço da comunicação com a comunidade do entorno, conforme uma das exigências do licenciamento ambiental, e realizará fiscalização para verificar se as condições estabelecidas foram cumpridas.

Moradores dizem que foram surpreendidos.

O caso veio à tona na terça-feira (20), quando moradores do Jardim Aeroporto denunciaram a retirada de árvores em uma área verde atrás do Aeroporto de Congonhas.

Segundo os relatos, o barulho das motosserras chamou a atenção de quem vive na região. Os moradores filmaram a intervenção e questionaram os trabalhadores sobre a autorização para o corte.

No primeiro dia, troncos, galhos e restos de árvores ficaram espalhados pelo local. Os moradores também manifestaram preocupação com a possibilidade de que outras árvores fossem retiradas nos dias seguintes.

Na quarta-feira (21), eles se reuniram na praça para pedir explicações e defender a preservação da área verde.

Os moradores afirmam que não receberam aviso prévio sobre a intervenção e que não havia placa informativa no local.

A Lei municipal nº 10. 919, de 21 de dezembro de 1990, prevê que o Executivo municipal informe a população, com dez dias de antecedência, sobre podas ou cortes de árvores em logradouros públicos, exceto nos casos de urgência caracterizada.

A norma também prevê consulta aos moradores diretamente envolvidos.

Em números

  • Segundo o órgão, "serão plantadas 11 mil mudas em uma área de 4,8 hectares, equivalente a

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