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Comitê da Meta aponta falhas na proteção de eleições e cita Brasil

O Comitê de Supervisão da Meta apontou, nesta terça-feira (20), falhas recorrentes da empresa na proteção de eleições em diferentes países e cobrou mais transpa

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Brasil — imagem padrão

O Comitê de Supervisão da Meta apontou, nesta terça-feira (20), falhas recorrentes da empresa na proteção de eleições em diferentes países e cobrou mais transparência.

Em declaração dos copresidentes, o órgão citou casos recentes no Brasil e nos Estados Unidos.

O comitê da empresa atua com independência. A Meta paga o funcionamento desse órgão por meio de um fundo separado, do qual não pode retirar o dinheiro, e suas decisões sobre contas e publicações específicas são obrigatórias para a empresa.

Já as sugestões de mudança nas regras da plataforma não são obrigatórias, mas a Meta precisa responder publicamente a cada uma delas, em até 60 dias.

No Brasil, a crítica recaiu sobre as contas de anúncios do presidente Lula, candidato à reeleição. Segundo o órgão, as políticas de fraude foram aplicadas de forma excessiva, e o caso deveria ter ido a revisores especializados.

A conta usada pela campanha do candidato para impulsionar publicações foi desativada em 23 de setembro, e a equipe do presidente acusou interferência eleitoral.

A Meta nega e diz que foi um erro, com o perfil fora do ar por pouco mais de uma hora.

O Comitê de Supervisão cobrou ainda indicadores públicos que mostrem se a proteção eleitoral funciona e ferramentas automáticas que levem em conta idioma e contexto político.

Em 2025, a Meta prometeu permitir mais debate político e cometer menos falhas. Segundo o comitê, a promessa ainda não foi cumprida.

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