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Alesp terá 35 estreantes em 2027, com ex-prefeitos, vereadores, policiais e familiares de políticos

Mais de um terço dos 94 deputados estaduais eleitos por São Paulo assumirão cargo pela primeira vez. Outros 55 se reelegeram e quatro ex-deputados retornarão à

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Alesp terá 35 estreantes em 2027, com ex-prefeitos, vereadores, policiais e familiares de políticos

Entre os 94 deputados estaduais eleitos por São Paulo no último domingo (4), 35 chegarão à Assembleia Legislativa (Alesp) pela primeira vez. O grupo reúne perfis variados, incluindo ex-prefeitos, vereadores, policiais, influenciadores e familiares de políticos.

  • Tarcísio terá 65 dos 94 deputados da Alesp em sua base de apoio.
  • Câmara Municipal de SP tem dez vereadores eleitos deputados e terá nova composição.

Apesar de serem estreantes na Casa, a maioria já têm experiência na administração pública.

O PL é o partido com mais estreantes, com 12 dos 35, e também será a maior bancada da Alesp, com 27 das 94 cadeiras. PSOL e Podemos terão quatro novatos cada; PT, PSD e PP, três.

Republicanos terá dois, enquanto MDB, PSB, Missão e Novo elegeram um deputado estadual de primeira viagem (veja lista completa abaixo).

Quase um terço dos novos deputados têm mandatos em câmaras municipais paulistas, que deixarão pela metade. Entre eles está a campeã de votos desta eleição, a vereadora de Praia Grande Eduarda Campopiano (PL), que recebeu 1,95 milhão de votos — a segunda maior votação já registrada na disputa à Alesp.

Também pelo PL, elegeram-se os vereadores Thomaz Henrique, de São José dos Campos, e Isaac Antunes, de Ribeirão Preto.

Alesp teve 55 dos 94 deputados reeleitos; renovação será de 41,5%.

Na esquerda, a experiência nas câmaras municipais também é predominante. Pelo PSOL, foram eleitas as vereadoras Débora Camilo, de Santos, Keit Lima, de São Paulo, e Mariana Conti, de Campinas.

Pelo PT, chegam Duda Hidalgo, vereadora de Ribeirão Preto, e Rodrigo Mar, que já foi assessor legislativo no gabinete do deputado estadual Reis (PT), que neste ano tentou uma cadeira na Câmara dos Deputados, mas acabou ficando com a suplência.

O PSB terá Marina Bragante, vereadora da capital.

Entre os partidos de centro-direita, três vereadores foram eleitos: Leandro Basson (Pode), de Jundiaí; Delegado Mesquita (PP), de Guarulhos, e Thammy Miranda (PSD), que está no segundo mandato na Câmara Municipal de São Paulo.

Além dos ex-prefeitos, outros estreantes chegam à Alesp com experiência no poder público municipal. João Paulo (PL) foi vice-prefeito de Várzea Paulista. Já Dr.

Edson da Paiol (Pode), veterinário, e Kaka do Autismo (Pode), advogado, foram vereadores de Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos, respectivamente.

Entre as novidades, há ainda familiares de políticos. Franco Sardelli (PL) é filho do prefeito de Americana, Chico Sardelli. Rafael Silva Jr. (PSD) é filho do deputado estadual Rafael Silva (PSD), que neste ano anunciou sua aposentadoria após oito mandatos, e irmão do prefeito de Ribeirão Preto, Ricardo Silva (PSD).

Regina Nunes (MDB) é mulher do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e disputou uma eleição pela primeira vez neste ano, tendo como principal bandeira a defesa dos animais.

Já Ely Santos (Republicanos), atualmente deputada federal, é irmã de Ney Santos, ex-prefeito de Embu das Artes.

A presença de influenciadores e figuras populares nas redes sociais é outra característica da nova bancada. Além de Eduarda Campopiano, o grupo inclui Fernando Lisboa (PL), youtuber bolsonarista de Guarulhos, e Felipe Sertanejo (PL), ex-lutador de MMA que também se destacou na internet defendendo pautas conservadoras.

A lista ainda inclui os policiais militares aposentados Sargento Castro (PP) e Coronel Paganotto (PL), que ganharam projeção nas redes sociais também pela participação em podcasts nos quais relatam experiências da carreira na PM, incluindo passagens pela Rota.

PL obtém 27 cadeiras na Alesp; veja perfil dos deputados estaduais eleitos.

Na esquerda, Leonardo Grandini (PT) e Sofia Favero (PSOL) chegam à Alesp com trajetórias ligadas à militância e forte atuação nas redes sociais. Grandini combina ativismo político e produção de conteúdo, enquanto Sofia, psicóloga e ativista trans, tem atuação voltada principalmente aos direitos da população LGBTQIA+ e aos direitos humanos.

Há também estreantes que já passaram pela administração pública, mas ainda não haviam conquistado um mandato eletivo. É o caso de Rafael Minatogawa (Missão), que foi subprefeito da Vila Mariana até abril deste ano; Capitão Mosart (PL), militar da reserva e ex-assessor no gabinete presidencial do governo Jair Bolsonaro (PL); e Giovanni Sanches (PL), servidor público e braço direito do prefeito de Guarulhos, Lucas Sanches, de quem toma emprestado o sobrenome.

Pelo Novo, o comentarista político Henrique Krigner também chega ao primeiro mandato, depois de uma tentativa anterior de disputar uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo.

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