O Senado Federal realizou nesta quarta-feira, 25, a segunda das cinco sessões de discussão da proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada laboral de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de folga sem redução de salário.
A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio deste ano, com 461 votos a favor e apenas 19 contra. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, determinou que a sessão fosse semipresencial, permitindo a participação de senadores que estão fora de Brasília.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, defendeu a proposta e rebateu críticas da oposição, afirmando que a discussão não tem caráter eleitoral e que a pauta conta com a aceitação de 72% da população.
Ela destacou que a proposta é um debate que se arrasta há anos e ganhou força desde o início do ano.
O presidente Lula afirmou que a discussão no Senado foi um acordo feito com Alcolumbre, que promete seguir o rito de cinco sessões antes de colocar a proposta em votação.
O senador Oriovisto Guimarães (PSDB) também se mostrou favorável à aprovação, mas pediu mais tempo para ajustes que não prejudiquem o setor produtivo.
Os senadores estão na expectativa de que a votação ocorra em breve, mas a oposição tenta adiar a discussão. A proposta, considerada popular, enfrenta desafios, e a necessidade de ajustes para a sua implementação é um ponto de debate entre os parlamentares.
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