Mesmo em período de entressafra, o limão está mais caro para o consumidor. A razão está na pouca produção, e quem tem cobra pela dificuldade em garantir a colheita.
O aumento acumulado no período foi de 226,4%. Ao comparar o preço da caixa de 27,2 kg paga ao produtor em agosto deste ano ao de agosto de 2025, a diferença foi 71% maior para o corrente ano.
O aumento repentino se deu pela queda na oferta do começo da entressafra, em relação aos anos anteriores, pois o excesso de chuvas afetou a quantidade e qualidade comercializável e a formação da próxima safra.
A umidade maior no começo do ano, assim como o aumento de dias nublados, aumentaram a quantidade das frutas mais claras e dificultaram a colheita.
Somam-se a esses fatores a competição entre o mercado interno e externo – vendemos cerca de 11% da safra, principalmente para a Europa – e o aumento da demanda interna com o calor em agosto e setembro.
Além disso, aponta a central, esse excesso de chuvas prejudicou também o pegamento de frutos de floradas anteriores, reduzindo justamente a quantidade da fruta que deveria aliviar a escassez em setembro e outubro.
As regiões mais impactadas foram Bebedouro e Matão, municípios que concentram aproximadamente 68% da área de produção dos limões e limas do cinturão. Dos frutos produzidos, 88% é de limão tahiti.
Outras áreas com menor relevância foram Limeira, Votuporanga e São José do Rio Preto.
A normalização dos preços da fruta está prevista para o fim do ano, com a chegada da nova safra.
Na última semana, os preços na Ceagesp começaram a diminuir, mas não é possível afirmar que se manterão nesta tendência.
Os técnicos da Conab consideram que o El Niño teve pouco impacto na produção de limão este ano.
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